segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O CD tá na área!

Capa: Rodrigo Poeta / Obra: Roberto Bieto
Pois é, a criança nasceu de parto normal, e todos passam bem. O período de gestação foi um tanto prolongado, é verdade... mas taí,  finalmente chegou o meu novo CD, Na Garganta do Artista! O resultado compensa a demora. Estou muito feliz com o novo rebento. É preciso dizer que essa analogia com o parto não é figura de linguagem, não. Conceber um disco, modéstia às favas, não é coisa para principiantes. Especialmente quando se faz um trabalho autoral, do início ao fim, como é o meu caso, com 12 composições inéditas e interpretações próprias. É preciso gestá-lo, acalentá-lo e ter muita paciência... Agradeço ao meu parceiro/parteiro Luiz Sebastião Juttel e à Fundação Catarinense de Cultura, que muito contribuiram nessa empreitada. Enquanto o show de lançamento não acontece, para os que estão em Floripa e querem conhecer esse novo trabalho, aqui vai o convite:
DIA 8 DE DEZEMBRO (quarta) - 19h - SESSÃO DE AUTÓGRAFOS E POCKET SHOW NO CAFÉ COMPASSO - AV. RIO BRANCO, 313 - FLORIANÓPOLIS/SC - FONE 48 32073180. ENTRADA FRANCA.

Aproveito para postar o link do vídeo com a música Você Já Foi à Floripa, que está no repertório do novo disco: http://www.youtube.com/watch?v=fjli4l-Pw00

domingo, 21 de novembro de 2010

DESERTO DO ATACAMA

Quando viajamos para um outro lugar ou país, muda o cenário e a alma acompanha... Pelo menos é o que acontece comigo. Nunca mais serei o mesmo depois de uma viagem, por melhor ou pior que tenha sido, mesmo que as neuroses me acompanhem na mala... O melhor exemplo disso é a minha recente estada no Chile, pela segunda vez, depois de doze anos. Já conhecia o sul, belíssimo, com a sua região dos Lagos e a forte influência germânica. Agora, tive a oportunidade de conhecer o Deserto do Atacama, região norte, fronteiriça ao Peru e à Bolívia. Ali, a influência indígena ainda está muito presente. Foram quatro dias na hermosa cidadela de San Pedro de Atacama, literalmente um oásis no deserto. Bons hotéis, ótimos restaurantes, preços razoáveis. Tudo muito simples, mas de extremo bom gosto. E os chilenos são um capítulo à parte. Educados, cultos, amáveis. Até os cachorros são simpáticos. Mas, voltando ao tema inicial, as transformações pessoais decorrentes dessa viagem se devem muito à energia  presente  nas terras sagradas de Atacama. Cercada de vulcões, alguns ativos, outros inativos, a exemplo do majestoso Licancabur - Senhor dos Povos, reverenciado pelos habitantes do lugar, que fazem questão de decorar os muros de suas casas com vários tijolos assentados, lado a lado, em forma de V invertido, a simbolizar o poderoso cerro -, no Deserto, literalmente, pisamos em microcristais. Fomos premiados com passeios e histórias inesquecíveis, começando pelo tour no Valle de la Luna, cuja superfície é comparada ao relevo lunar, depois nos gêisers, onde enfrentamos um frio de 9 graus negativos, o que não impediu um banho nas águas termais, que giram em torno de 35 graus positivos. Uma delícia. Bem, toda essa conversa merece ser ilustrada com imagens que falam por si: as figuras de pedras, esculpidas por la mano de Dios, as paisagens áridas, as lhamas, os salares, as termas... e as mandalas, mais conhecidas como merkabas! Até então, eu tinha apenas ouvido falar nessa estranha palavra no meu curso de especialização em Psicologia Transpessoal, no módulo ministrado pela Dulce Magalhães sobre mandalas. A Dulce, por sua vez , apresentou à turma várias fotos semelhantes registradas em sua viagem ao Egito e em congressos da Unipaz. Sim, aquelas imagens circulares (luzes) que aparecem em algumas fotos não são defeitos da máquina... nem reflexo do sol ou recurso de Photoshop. Aparecem inclusive à noite.  Pelo  que  pude apurar, merkabas, a grosso modo, são veículos de luz girando em direções opostas, que afetam espírito e corpo simultaneamente, produzindo campos eletromagnéticos e fazendo conexões multidimensionais... Para mim, a imagem mais  impressionante é a merkaba que aparece em minha cabeça, na altura do cérebro, enquanto contemplava a decoração da sala da casa de Pablo Neruda, em Valparaíso. Seria a poesia de Neruda infiltrando-se em minha mente? Tomara! Agora, é só ver pra crer. Mas eu prefiro: CRER PARA VER...

O Índio
Figuras na pedra I




Figuras na pedra II

Valle de La Luna


Gêisers: 9 graus negativos!
 

Figuras na pedra III

Merkabas no céu de San Pedro


Figuras na pedra IV